É comum a crença de que empresas em crise postergam ao máximo o pedido de recuperação judicial, e pesquisas da Associação Brasileira de Jurimetria (ABJ) confirmam essa tendência. A análise de gráficos comparando ativos e passivos em recuperações judiciais ao longo de uma década revela um padrão: no momento do pedido, o patrimônio líquido das empresas é geralmente próximo de zero, tendendo a se tornar negativo.
Essa situação crítica não parece ser mera coincidência. À medida que a empresa se endivida, seu patrimônio líquido diminui gradualmente. Quando esse patrimônio se aproxima de zero ou se torna negativo, as instituições financeiras tendem a interromper o crédito, agravando ainda mais a crise. Em outras palavras, empresas em crise não entram em recuperação judicial por planejamento estratégico, mas sim por esgotamento de suas opções financeiras.
Essa conclusão é observada nos gráficos do Observatório do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. Em São Paulo, embora a escala logarítmica do gráfico dificulte a visualização, a mesma tendência é identificada.
Fonte: https://www.instagram.com/p/DBHXYj7SQ1N/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==